sábado, 19 de agosto de 2017

Tudo pronto para a festa deste domingo

   Tudo pronto para a festa na Igreja São Bernardo neste domingo. Vejam a maravilha de bolos, rocamboles e cuques feitos pelas senhoras voluntárias aqui da nossa vila. Estão vendendo pastéis no pavilhão neste momento. Agradecemos a todos que doam seu tempo e seu trabalho neste maravilhoso evento.
Equipe de voluntárias trabalhando neste sábado.

Dona Neusa com as ajudantes Rubiane e Tahine.

Turma do churrasco.

Turminha enfeitando o pavilhão.

Dona Amélia fez os rocamboles.

Rose e Mali da Comissão da igreja com bolos feitos por Ilma e Lucia Todt.

Lucia Todt que também fez bolos para a festa.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Tecendo lembranças em cima de uma foto...



           As descobertas e lembranças que se enxergam atrás de uma pequena e despretensiosa foto.
            Os jardins lá em nossa casa estendiam-se quase que por todo o terreno. Mas o que vemos aqui é o que ficava defronte a casa.
            Muitos canteiros com variegadas flores.
            Aos fundos, onde se nota uma extensa faixa branca, era um extenso gramado verdinho que servia de corador de roupas brancas. São elas, as toalhas e os lençóis, lá estendidos.
            Vejo também na foto o arame onde as roupas eram colocadas para secar ao sol e ao vento. Era um grosso arame, ancorado por forte e comprida ripa. Estendia-se desde a frente da casa até um grande cedro que ficava rente à cerca que margeava com a rua.
            A divisa com nossos vizinhos, Seu Emílio e Dona Cecy Olsen era demarcada por uma cerca verde composta por cedrinhos, milimetricamente podados.
            Em uma tarde qualquer de um dia primaveril, nossas professoras da Escola Pública Estadual de nossa vila, Aline Tereza Dittrich (Scholze) e Jusselina de Paula e Silva (Nunes) levaram-nos até este recanto encantado. Cobrimo-nos de flores, de fitas e sorrisos.
            É quase certo que minha mãe, dona Nena, nos tivesse oferecido um belo café com cuque coberto com banana e farofa e recheado com passas, que era uma das especialidades culinárias dela. E claro, não poderiam faltar os saborosos pastéis da dona Nena também.
            Não me lembro de nada em especial daquele dia... apenas nesta foto eu o vejo como se fosse hoje, como se a primavera já estivesse em seu bojo, como se já cobertas de flores nós já estivéssemos.

Escrito por Adaír Dittrich


Nesta  foto estão, as então meninas, Aline, Elsbeh, Jusselina, Elvira, Adair,
entre outras. Ano de 1942 ou 43.

"Marcílio Dias Futebol Clube".

Anos 40 ou 50. Publicado por Fernando Tokarski.
Acervo de Alceu Moreira.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Pássaros de Marcílio Dias

   Há cerca de 150 espécies de aves nas florestas de Canoinhas, o que demonstra uma grande diversidade faunística dos voadores desta parte do território catarinense. Das tantas espécies, ganham destaque o sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris), o sabiá-coleira (Turdus albicollis), o bem-te-vi (pitangus sulphuratus), o canário-da-terra-verdadeiro (Sicalis flaveola), o tico-tico (Zonotrichia capensis), a curicaca (Theristicus caudatus), o urubu-comum (Coragyps atratus), o Gavião carrapateiro ou pinhé (Milvago chimachima), o gavião-carijó (Rupornis magnirostris), o carcará ou carrancho (Polyborus plancus), o frango-d'agua (Gallinula chloropus), a saracura-do-mato ( Aramides saracura), o quero-quero (Vanellus chilensis), a rolinha-roxa ( Columbina talpacoti), a maitaca (Pionus maximiliani), o anu-branco (Guira guira), o joão-de-barro (Furnarius rufos), a coruja-buraqueira (Speotyto cunicularia), o beija-flor-de-papo-branco (Leucochloris albicollis), o martim-pescador-grande (Ceryle torquata), o pica-pau-do-campo (Colaptes campestres), o pica-pau-verde-barrado (Colaptes melanochlorus), a andorinha-doméstica-grande (Progne chalybea), a corruíra (Troglodytes aedon), o sanhaçu-papa-laranja (Tharaupis bonariensis), o chopim (Gnorimopsar chopi), o vira-bosta (Molothus bonariensis) e o tesoureiro (Tyrannus savana).
 
Informações do livro: Canoinhas Espaço, Homem e Memória de Fernando Tokarski, Maria de Lourdes Brehmer e Viviane Bueno.


 





 


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Imagens da nossa vila.

"O segredo da felicidade não é ter tudo que você quer, mas amar tudo aquilo que você tem."
Rua Bernardo Olsen.

Construção da antena da Rádio Clube de Canoinhas. Em breve, FM.



Araucárias. Rua Maria Olsen.

Rua Maria Olsen.

Rua Bernardo Olsen.

Rua Bernardo Olsen.

Cerejeira-do-japão. Rua Bernardo Olsen.

Entre as ruas Carlos Groth e Maria Olsen, atravessando a linha.


Entre as ruas Carlos Groth e Maria Olsen.

Ao fundo a vila de Marcílio Dias fotografada do Campo do Trigo.

Campo do Trigo.

Campo do Trigo.

Ao fundo rua Bernardo Olsen.

Rua Miguel Barabacha.


Rua Maria Olsen.





Rua Vendelin Metzger.

Rua Vendelin Metzger.
Campo do Trigo.
Campo do Trigo. Fazenda Guapiara.

Campo do Trigo.



Igreja São Bernardo.


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Convite para festa


Reportagem do Jornal Barriga - Verde de 1975 - por Adaír Dittrich



"Estas Crianças Ficarão Sem Aula"




 Sob este título o jornal semanário "Barriga Verde" publicou uma reportagem que teve intensa e imensa repercussão.


Com a eterna desculpa de "FALTA DE SUSTENTAÇÃO FINANCEIRA", em Ofício com a data de 20 de março de 1975, o Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina, em uma canetada só, indeferia o Processo da Escola Manoel da Silva Quadros que postulava a oficialização da Sétima Série do 1º. Grau.

Foram dias tumultuados em nossa vila. Minha irmã, Avany Dittrich Jürgensen era a Diretora da Escola e passou por uma rede de espinhos no decorrer de todo este entrevero que ficou marcado em nossas vidas e na vida da população de Marcílio Dias.
A Sétima Série já vinha funcionando, normalmente, desde o início daquele ano letivo e contava com vinte e sete alunos. A comunicação oficial estourou como uma bomba na comunidade de nossa vila. Ingentes esforços foram encetados.
Pais e Professores uniram-se e após diversas reuniões solicitaram à Coordenadoria Local de Educação que enviasse um ofício ao referido Conselho Estadual para que o mesmo, conscienciosamente, revisse a sua atitude e revogasse o indeferimento.
Uma elegante e bem escrita reportagem, escrita por meu irmão, Advogado Dr. Aldo Pedro Dittrich, foi publicada na edição 2261 do dia 06 de abril de 1975 do Jornal "Barriga Verde", com imagens captadas pelas lentes do fotógrafo Egon Thiem que sempre nos acompanhava em nossas lides jornalísticas.
A reportagem transcreve todos os itens do Ofício enviado pela Coordenadoria Local de Educação. O referido ofício enfatizava, entre outros detalhes, que a própria comunidade construíra, com extremo sacrifício mais duas salas de aula, justamente para que os estudantes pudessem frequentar uma escola em sua própria terra.
Também foi dado ênfase ao fato de que os pais dos alunos não poderiam arcar com os custos do transporte, pois era grande a distância a ser percorrida por eles até a mais próxima escola onde pudessem continuar os seus estudos.
Os estudantes da 5ª. e 6ª. series que já estavam em funcionamento apresentavam excelentes resultados e aproveitamento. Também deveria ser considerada a eficiência da Direção e Docência que não mediram esforços para levar a bom termo o ensino nas diferentes áreas.

Importantíssimo será sempre relembrar para as novas gerações que "atualmente é a comunidade (de Marcílio Dias) que mais tem contribuído em prol do ensino público procedendo à doação gratuita de terreno e prédio com oito salas de aula e mais dependências, tendo o Estado construído tão somente duas salas de aula".

Ao finaliza seu ofício a Coordenadora Local de Educação ainda salienta "tendo em vista que o não funcionamento da 7ª. série na Escola Manoel da Silva Quadros, virá prejudicar altamente o ensino, havendo evasão de 27 alunos, estancando a sua formação, não tendo mais qualquer possibilidade de prosseguimento cultural e educacional.

Dizia o "Barriga Verde" no introito da reportagem:

"Esta medida do Conselho Estadual de Educação, lamentavelmente, vem revelar que as pessoas que integram o referido Conselho desconhecem a realidade catarinense e, ao invés de contribuírem para o desenvolvimento do ensino em nosso estado, contribuem para a sua regressão."





"Tal medida causou a mais profunda repulsa de toda a Comunidade de Marcílio Dias, uma vez que, dezenas de alunos que lá estavam matriculados, normalmente, terão que abandonar os estudos".


Sob o subtítulo "OPINIÃO DE UMA PROFESSORA", o Barriga Verde anotara alguns dados para demonstrar a inconsistência da medida tomada pelos conselheiros de educação de nosso estado. A professora, cujo nome não fora citado pelo jornal, afirmava que a Escola Manoel da Silva Quadros contava então com 600 alunos, 24 professores, sendo 10 da 1ª. à 4ª. série e 14 que lecionavam para os alunos da 5ª. à 7ª. série. Refutava ainda a afirmação do Conselho de que "não há sustentação financeira", com a seguinte afirmação:





"Pelos meus cálculos, que estão corretos, o Estado de Santa Catarina, com o funcionamento da 7ª. série, irá dispender a ínfima quantia de Cr$1.300,00 mensais, quantia essa que não atinge o valor de quatro salários mínimos".


A reportagem também ressalta "o povo de Marcílio Dias sempre lutou e conseguiu, com seus próprios recursos, manter um estabelecimento escolar para a sua comunidade."
"Desde 1917 já funcionava uma escola construída e mantida pela comunidade. O povo de Marcílio Dias até hoje reverencia a memória do Professor João Moeller que foi o primeiro mestre da "Escola Particular São Bernardo".
"Em 1942 a comunidade doou a referida Escola ao Estado, porém, o povo de Marcílio Dias continuou a zelar pelo seu patrimônio escolar."
"O Jardim de Infância existente em Marcílio Dias é mantido pela comunidade".
"O Presidente da Associação de Pais e Professores, senhor Frederico José Kohler declarou que estava indignado com a medida e que não encontra justificativa par a mesma."
"Disse ainda que a comunidade toda estava chocada e perplexa ante tal decisão inconcebível em pleno século XX"
Frederico José Kohler, o inesquecível "Ico Kola" solicitou ainda que duplicássemos a tiragem da edição de nosso "Barriga Verde" que publicaria a reportagem sobre a escola e que exemplares do jornal fossem enviados a todas as revistas e jornais de grande circulação no país.

"E que, inclusive, chegue a notícia ao Palácio do Planalto onde possa ser lida pelo Exmo. Sr. Presidente da República General Ernesto Geisel".
A repercussão da reportagem foi intensa. As discussões em torno dela não tinham fim, quer nas rodinhas dos bares e botecos, como entre os ilustres componentes de clubes de serviços e de associações de classe.
O grande jornal diário da capital paulista "O Estado de São Paulo", transcreveu, na íntegra, a reportagem publicada no nosso semanário "Barriga Verde".
O assunto não poderia permanecer em branco entre as autoridades constituídas. Imperioso é lembrarmo-nos de que vivíamos num regime de exceção e de perseguições a quem ousasse espinafrar o poder constituído.
A repressão não se fez esperar. Minha irmã, Avany Dittrich Jürgensen, foi devida e sumariamente processada, necessitando apresentar-se, para esclarecimentos, junto à Coordenadoria Regional de Educação que era sediada na, nem tão perto naquela época, cidade de Mafra.
Esta história continua.