terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Solidariedade

"Oi amigos! Esse é meu priminho Erinelson dos Santos, filho do meu tio Nelson dos Santos e Sueli dos Santos. Há exatamente 6 meses, ele era apenas uma criança normal como qualquer outra. De repente, sem mais nem menos, começou a perder a visão, a perder a coordenação. Então minha tia levou ele no médico, e depois de muitos exames o diagnóstico chega, ele está com ADL Adrenoleucodistrofia pra você entender melhor já assistiu o filme óleo de Lorenzo, pois o filme é fatos reais como está acontecendo com meu primo. Abençoados não fechem os olhos para o problema do próximo, se puderem ajudar eu agradeço qualquer valor pois, o pouco com DEUS é muito...vamos ajudar minha tia a fazer o impossível pela vida dessa criança. Ele já está cego, sem movimento, na cama e os médicos daqui mandaram pra Curitiba no Hospital Pequeno Príncipe. Ele sai daqui de Canoinhas quarta-feira. Quem quiser fazer uma doação deposite na conta da minha tia banco HSBC agência 1040 conta 00681-30 nome Soeli Fátima Santos. Agradecemos muito a DEUS por vocês existirem e ajudarem o próximo."
Rubiana Linsmeier

 

Reportagem

   Nesta segunda-feira, a jornalista Priscila Noernberg do Jornal Correio do Norte, esteve na residência do casal Gilberto e Raquel Gonchorovski para uma entrevista. Em breve a reportagem sobre seu Gilberto estará nas páginas do jornal.

Daniela filha do casal, Gilberto, Fátima Santos, Raquel e a jornalista Priscila.

Antiga cerâmica, hoje desativada.


Gustavo neto do seu Gilberto.

Antigo caminhão, que ainda funciona, que carregou
muito barro, telhas e tijolos.


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Dengue mata

    Não vamos permitir que a dengue apareça em nossa vila.  Temos que fazer a nossa parte!
 

 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

ADAÍR DITTRICH: Ainda o trem e o restaurante

        O Restaurante da Estação Ferroviária de Marcílio Dias, ali, à margem dos trilhos, foi um dos encantos da minha infância. Vê-lo hoje abandonado, destruído, sem aquela imponência de antigamente, é uma coisa tão doída que não tenho ânimo de fazer mais aquele lindo passeio até a estação.
Construído em madeira, como todas as casas da época o eram. Executado pelos padrões da Rede Ferroviária, mas com um toque da arquitetura italiana. As cores das estações dos trens. Dois pavimentos. Telhado alto. Angulado. Pequenas janelas no sótão que servia para armazenagem. Altas janelas e portas na parte baixa. E o que chamávamos de plataforminha se comparada às duas outras que são a da estação e a do armazém.
Pedro e Thereza Gobbi, meus avós (o Nonno e a Nonna), com suas economias, construíram o prédio onde funcionou o Restaurante por umas sete décadas que foi o tempo em que transitaram os trens por Marcílio Dias.
Havia um grande salão de refeições e uma espaçosa cozinha com aquele fogão de lenha de três metros quadrados, com direito à forninho e caldeira. E mais outra dependência com balcões onde servidos eram o café, os sanduíches, os sonhos e os pastéis. E também os vinhos, os aperitivos e as cervejas, como a Nó de Pinho e as gasosas do Loefler.
Não havia água encanada. Cristalina, límpida e pura ela fluía de uma fonte nos fundos do prédio, vertendo como um moto perpétuo. Era armazenada num poço totalmente revestido por tijolos vermelhinhos. Não eram necessárias corda e nem roldana ou outro acessório para se pegar a água. Bastava levar o balde à cristalina superfície e pegá-lo cheio do límpido líquido. Mas, assim mesmo, a água ia para um filtro de barro antes de ser usada para beber.
Também existia nos fundos um grande forno para que se assassem os pães, os cuques e os bolos, além dos frangos e dos pernis de porco.
Junto ao forno um fogão menor, onde, entre outras coisas torrava-se o café que era moído em um pilão de madeira que ficava ao lado. Ainda guardo esta joia da família, este pilão, aqui comigo.
Engarrafava-se o vinho que era comprado em tonéis de madeira. Em garrafas fervidas colocava-se o divino líquido que depois tinha suas rolhas colocadas com um instrumento especial que Nonno Gobbi trouxera da Itália. Os selos eram comprados em grandes folhas na Coletoria Estadual e depois cortados um a um e colados com cola feita de trigo em cima de cada garrafa.
Pergunta frequente à época era o porquê do horário do Almoço e do Jantar bem mais cedo que o habitual de nossa região. O motivo, a resposta: o engenheiro responsável pela obra era baiano e estabeleceu tudo de acordo com a região de onde veio.
E havia lógica também pelo roteiro do trem. Deixava as estações de União às seis horas e às dez horas e quinze minutos (se não houvesse atraso) o Almoço já estaria sendo servido. E também não havia outra cidade próxima à ferrovia em nenhum trecho entre União e Mafra. Às dezessete horas e quinze minutos era servido o Jantar para os passageiros que vinham nos trens oriundos de Curitiba e São Francisco.
Além do Trem Grande, o já falado, havia o Trenzinho que circulava entre Marcílio Dias e Canoinhas. O Ramal foi inaugurado em 1930. Era chamado de Caxias.
Mas, por que Caxias?  Porque pelos planos originais era de Canoinhas que se estenderia a linha férrea até a cidade de Caxias (hoje Caxias do Sul) no Rio Grande do Sul. Mudaram-se os planos e a esquecida Canoinhas não constou mais no itinerário. A outra linha férrea que iria até o sul acabou saindo de Mafra.
Bem, o Caxias chegava a Marcílio Dias sempre pontualmente às dez horas da manhã e às cinco horas da tarde. Era um trem misto. Para passageiros e cargas. Um programa domingueiro era ir até Marcílio Dias, aguardar a chegada do Trem Grande, ver o movimento, fartar-se dos pastéis de Dona Thereza e, posteriormente os de Dona Nena e, quem sabe, encontrar o seu prometido ou a sua prometida entre tantas pessoas que por lá então desfilavam.
Personalidades da época viajavam nos trens. Foi assim que Marcílio Dias viu Luiz Carlos Prestes, Júlio Prestes, Getúlio Vargas, General Eurico Gaspar Dutra, Brigadeiro Eduardo Gomes, Juscelino Kubistchek, entre tantos outros.
Era o trem o veículo de comunicação, o que levava e trazia. Trazia jornais e revistas e pessoas e o mundo de lá para o mundo de cá.
Este era o Restaurante da Estação de Marcílio Dias onde passei minha infância dourada, onde aprendi lições de vida com meus Nonnos, meus pais, meus irmãos e com muita gente culta que por ali passou.
 
 
 


O Trem e o Resturante

      Foi em 1913 que os trilhos e o trem de ferro chegaram à estação de Canoinhas (hoje Marcílio Dias).
Meu Nono Pedro Gobbi construiu, com mais alguns carpinteiros, o prédio do Restaurante ao mesmo tempo em que a Estação Ferroviária estava sendo erguida e em que os trilhos estavam sendo colocados.
A chegada da ferrovia foi uma festa. Chegava o mundo em forma de jornais e de revistas. Chegavam pessoas novas e novas ideias e notícias novas para as pessoas. O que acontecia em Curitiba num dia no outro já se sabia aqui.
Mas também o terror viria com o trem.
A Primeira Grande Guerra ainda não havia começado de fato. Mas para o povo daqui já havia uma luta intestina da qual eu não falo porque historiadores de renome já a dissecaram: “A Guerra do Contestado”, que em criança eu sempre ouvia sendo chamada como “A Guerra dos Fanáticos” por meus avós e meus pais.
Foi no mesmo ano de sua construção que a estação de Canoinhas foi atacada, incendiada e destruída, consta que, pelos chamados jagunços. O Restaurante foi poupado. Outros jagunços modernos o estão destruindo e ateando fogo nele nos dias de hoje!
E a vila de Canoinhas sediou as tropas do governo que vieram para exterminar os chamados fanáticos.
Havia num terreno baldio, logo acima de onde fica o armazém da Rede Ferroviária, um enorme toco oco de imbuia. Era o dormitório secreto de um dos jovens soldados federalistas que nem sabia para o que havia sido destacado.
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Muito tempo depois, apareceu outro terror na forma de um bandido que ficou conhecido como Coronel Fabrício.
Que, com seus jagunços assaltava os comboios. Que roubava dos passageiros e das pessoas nas localidades do entorno da via férrea.
Há realmente uma história do famoso pistoleiro da época, tão fantástica quanto as que assistimos em muitos filmes de faroeste, produzidos em Hollywood. Um comboio inteiro foi tomado de assalto, com o maquinista e foguista rendidos sob a mira de armas de fogo. E de vila em vila, de estação em estação a ordem era parar a composição e se iniciava o assalto generalizado a pessoas, casas de comércio, roças e o que mais encontrassem para saquear pela frente. Roubavam armas, munições, dinheiro, joias, mercadorias e alimentos. E as linhas do telégrafo também iam sendo sistematicamente cortadas.
Na vila de Canoinhas pouco conseguiram, talvez por pouco haverem encontrado. Do Restaurante nada roubaram. Fizeram, no entanto, ali as suas refeições, bebendo e comendo e desperdiçando tudo o que podiam e, quando enfim se despediram, amistosamente, mandaram colocar as despesas na conta do exército ou do governo.
Segundo minha mãe contava este entrevero teve início lá pela estação de Jararaca (hoje Felipe Schmidt) e teria continuado até Mafra. Alguns detalhes foram contados a meus avós e a meus pais pelo próprio maquinista que em um determinado trecho para além de Três Barras ou Bugre diminuiu a marcha do trem e se atirou pirambeira abaixo deixando os bandidos com a locomotiva à deriva. Locomotiva à deriva não quer dizer que ela saísse dos trilhos, mas nela já não se encontrava o comandante, que era quem sabia o momento exato de diminuir ou acelerar a marcha ou mesmo de frear a composição.
Do que eu me lembro é que, desde criança, aprendi a temer o pistoleiro Fabrício e seus jagunços. Qualquer homem, por pouco mal encarado que fosse seria a personificação do famoso bandido para os menores da época.
Divaguei em torno destas histórias que contavam meus pais e as histórias do Restaurante foram empurradas para outras direções.

Texto de Adaír Dittrich publicado no Portal JMais.
 

Foto: Durante a Guerra do Contestado (1912-16), tropas governistas partem da estação então chamada de Canoinhas para atacar os rebeldes no interior de Santa Catarina. Nesta época, Canoinhas era município paranaense. E a banda tocava… (Acervo Nilson Rodrigues)
 

Epopeia

Colunista do Portal JMais Adaír Dittrich relata a viagem de sua nona de Curitiba para Marcílio Dias, em Canoinhas

        Era uma linda mulher. Cabelos loiros. Olhos azuis e olhar penetrante. Acordava na madrugada aos primeiros silvos das locomotivas que começavam a movimentar-se na estação de trem que ficava do outro lado da rua em que vivia naquela Curitiba de final de século XIX e princípios de século XX.
O pão quentinho e o café deveriam estar prontos logo que os comboios saíssem para o mar ou para o norte. Ferroviários, dentro em pouco, após terem encaminhado todas as composições de vagões, viriam fazer a sua refeição primeira.
Depois o continuar com as massas e os assados para o almoço e o jantar. A freguesia, acostumada com as delícias da cozinha italiana que Dona Thereza Gobbi servia em seu “Ristorante”, só aumentava.
Junto o Empório que o marido Pedro cuidava. Mas as penduradas contas da freguesia aumentavam também e as contas a pagar aos fornecedores também aumentavam e não poderiam ser penduradas. Deveriam ser pagas em dia. Até que as finanças estouraram.
Não sei qual era a estação do ano e nem em que ano foi.  Mas sei que foi depois da passagem do Cometa Haley pela terra. A filha adolescente ia para a janela nas madrugadas curitibanas, muito antes dos primeiros apitos das locomotivas, para vê-lo, em toda a sua grandeza, iluminando a terra. E em um belo dia do inicio do século passado embarcaram num vagão-cozinha que fazia parte do comboio carregado de operários e engenheiros encarregados da construção da Estrada de Ferro que depois se estendeu até Porto União da Vitória.
Pelo esmero, cuidados e conhecimento de uma excelente culinária a família foi convidada a participar da aventura de se adentrar mato adentro em sentido sul.
Aceitaram o convite que era o de cozinhar para a equipe da construção, já que as coisas por lá não andavam bem. E acompanharam a epopeia da colocação dos trilhos e dos dormentes e o levantamento das primeiras estações de trem desde Curitiba até aqui.
Quando o Cavalo de Ferro chegou ao local onde foi erguida a Estação Ferroviária de Canoinhas, hoje Marcílio Dias, Dona Thereza foi convidada para assumir o futuro restaurante.
Primeiramente construíram um hotel que ficava na parte alta do barranco, atrás da estação: Hotel Gobbi (foto). E, na hora em que o trem chegava, ela atendia num quiosque que havia entre a estação e o armazém. Lá começou a fazer o seu nome na região com o excelente pastel que cativaria as gerações futuras.
Início árduo. Trabalho pesado e intenso. Tudo vinha, de trem, de Curitiba ou de mais longe ainda. De São Paulo também. A necessidade de um pão fresquinho, de um bolo ao gosto italiano, feito ali, com as próprias mãos, os obrigou a construir seu próprio forno levantado com pedras e barro.
Vivenciaram muita coisa da Guerra do Contestado.
Contava Dona Thereza como era triste ver as mulheres viajando nos trens, quase desnudas, roupas em frangalhos, vestes rotas. E então, com os lençóis do seu Hotel Gobbi, ajudada pela filha Nena, montou peças de vestuário que cobrissem os nus e as vergonhas femininas em uma época em que de mulher não se permitia ver nem o tornozelo.
A construção do Restaurante ao lado da estação é outra história. Falarei desta etapa em uma outra etapa. Por hoje eu deixo a foto do Hotel Gobbi.

Hotel Gobbi.

Olga Righetto Ferreira e Petronilla Rosina Castanha Dittrich.
Tereza Gobbi, idealizadora e Fundadora do Hospital
Santa Cruz de Canoinhas. Nasceu em 25 de janeiro de
1864 na Itália. Faleceu em Marcílio Dias em 2 de julho de 1947.
 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Comunicado

Boa tarde Amigos! Lamentamos informar mas, o carnaval para as crianças que aconteceria no Salão Metzger foi cancelado por motivo de força maior. Pedimos desculpas aos amigos.