quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Lembranças do Trem III

Mário Rodrigues de Aguiar, o telegrafista

     Nasceu em Curitiba no dia 25 de outubro de 1915, filho de Agripino Rodrigues de Aguiar e Ana Wosgrau de Aguiar.
Mário teve seis irmãos, sendo o segundo filho do casal. O mais velho se chamava Laurentino, em seguida, Emilio, Carlos, João, Osvaldo e Moacir. Ele morou em Curitiba até os oito anos de idade, onde depois com sua família foi para Canoinhas no ano 1923.
Mário estudou até o segundo ano do ensino fundamental, com onze anos foi trabalhar em uma serraria para ajudar seus pais nas despesas da casa. Com treze anos começou a ler livros e jornais, e a dar valor ao conhecimento. Agripino para incentivar o filho assinou o jornal A Noticia.
Mário sempre gostou de música e ao completar quinze anos começou a aprender a tocar instrumentos musicais. Ele aprendeu sozinho: violão, gaita, bandolim e até flauta onde não se saiu muito bem. Chegou a ganhar 80 mil reis para tocar com seus irmãos em um baile de carnaval em fevereiro de 1937.
Aos vinte e um anos foi convocado a servir o exército onde aprendeu a profissão de telegrafista.
Em 1947 depois de sair do exército, arrumou um emprego de telegrafista na estrada de ferro de Marcilio Dias.
Chegando à estação foi direto trabalhar. Alguns dias depois Mário viu Regina e suas primas passarem pela estação, foi quando ele a convidou para um baile. Começaram a namorar e depois de alguns meses se casaram. A cerimônia aconteceu na Igreja matriz de Canoinhas em 15 de outubro de 1949, a festa foi em Marcilio Dias.
Tiveram cinco filhos: João Celeste de Aguiar, Mário Agripino de Aguiar (morreu aos 4meses de idade), Antônio Mauro de Aguiar, Miguel Carlos Rodrigues de Aguiar, Mário Edson de Aguiar e Cintia Mueller de Aguiar.
Sempre pensando no futuro dos filhos e da esposa. Mário tinha como objetivo formar todos os filhos sabia que era um pouco visionário para a época, pois era ferroviário e não sabia como pagaria os estudos dos filhos.
Ele sempre procurou estudar sozinho, não deixava de assistir o jornal na TV, lia as noticias no impresso e quando podia buscava mais informações em livros e revistas. Ele sempre foi autodidata. Chegou a palestrar em uma Universidade sobre o assunto que vivia debatendo: A Guerra do Contestado.
Nas reuniões de família Mário sempre tinha um verso que ele fazia no improviso, mas que sempre alegrava a todos. Tirava suas próprias conclusões em relação à política, economia e sempre as anotava tudo em uma caderneta.
Os anos passaram e com seu trabalho de telegrafista conseguiu fazer com que os cinco filhos fizessem faculdade e assim tendo uma profissão. 
Em 1999 o casal completou seus 50 anos de casados que foi comemorado no Tênis Club Canoinhas, na festa estava toda a família reunida.
Mário nunca deixou de fazer o que gostava por causa da sua idade. Aos 80 anos andou de Jet Sky, dirigia pelas ruas de Canoinhas e até desceu a rampa da garagem com skate. Com 93 anos Mário comprou uma bicicleta, e assim conseguia fazer o que mais gostava dar um giro na cidade. Sempre muito ativo gostava de passear e viajar.
Ele morreu em 2010 aos 94 anos de complicações cardiovasculares.
Mário foi um esposo amoroso, pai dedicado e um exemplo para netos e bisnetos.
Seu Mario em Marcílio Dias em 1973.
Naquela época, pouquíssimos lugares de Marcílio tinha telefone.
Então as pessoas iam na estação para telefonar e, seu Mario sempre muito gentil,
 emprestava o mesmo.

Seu Mario e dona Regina no Rio de Janeiro quando visitou seu filho
Antonio Aguiar, que na época fazia residência médica.

Com a esposa e seu filho Mario Edson de Aguiar em 1980.

Na posse de seu filho o deputado estadual Antonio Aguiar.

Com seu neto Toninho (já falecido), filho do deputado Aguiar.


Cintia, Ana Luiza, Adriano, Anderson e Tati.

Com os filhos e noras: Miguel, Beatriz, Cintia, Marilu e Antonio.

Na frente: Anderson, Ana Julia, Adriano, André netos.
Tati, Mario, Regina, Rubia, Bruno, Ana Luiza, Rafael, Pollyana e Leandro.

Mario, Regina, André, Tati, Jaque, Anderson, Adriano, Rubia e Cintia.

Seu Mario com dona Regina e o André.

Mariana bisneta e Bruno neto do seu Mario.

Ana Julia neta com Jaque e Isabele bisnetas.

Larissa bisneta, Rubia e Pedro bisnetos e Adriano neto.

Seu Mario e dona Regina em viagem de trem para Paranaguá.
 
 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Falecimento

José Chichowicz, conhecido como Zézo. Morou muitos anos
em Marcílio, trabalhou como agente na estação e foi funcionário da
 Firma Wiegando Olsen. Foi presidente durante muito tempo do São Bernardo.
Vejam postagem sobre ele, neste blog, no mês de junho de 2012 e outubro de 2011.
 Seu  Zézo colaborou muito com este blog, cedendo fotos, contando histórias
e pesquisando o nome dos jogadores do São Bernardo. Sempre foi um grande homem:
honesto, batalhador, gentil e culto. Vai deixar muitas saudades.
Com certeza, o céu vai ficar ainda mais maravilhoso com a presença dele.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Granizo em 1989





Joel Pedro Nogueira (Borracha) e seu filho Jeferson.

Fotos cedidas por Luis Carlos d Campos.

Imagens do domingo

 

Em Algum Lugar Além do Arco-íris

Em algum lugar além do arco-íris
Bem lá no alto
E os sonhos
Que você sonhou
Se tornaram uma canção de ninar
 
Em algum lugar além do arco-íris
Os pássaros azuis voam
E os sonhos
Que você sonhou
Se tornam realidade
 
Algum dia
Eu queria que uma estrela
Atendesse meu pedido
Me levando para o além das nuvens
Deixando tudo para trás
Onde os problemas derretem
Como balas de limão
No topo das chaminés
É onde você vai me encontrar
 
Em algum lugar além do arco-íris
Os pássaros azuis voam
E os sonhos
Que você ousou
Oh, porque, oh porque eu não posso?
 
Bem, eu vejo
O verde das árvores
E rosas vermelhas também
Eu verei elas florescerem
Para nós
E eu penso comigo
Que mundo maravilhoso!
 
Bem, eu vejo
Céu azul
E nuvens brancas
O brilho do dia
Eu gosto do escuro
E penso comigo
Que mundo maravilhoso!
 
As cores do arco-íris
Tão lindas no céu
Estão também nos rostos
Das pessoas caminhando
Eu vejo amigos de mãos dadas
Dizendo: como você vai?
Eles realmente dizem
Eu amo você....
  
Em algum lugar além do arco-íris
Bem lá em cima,
E os sonhos
Que você ousou
Oh, porque, oh porque eu não posso?
 

 



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

9- UMA COLÔNIA DE DESCENDENTES GERMÂNICOS



                “Colônia Alemã de Marcilio Dias”, esta denominação atravessou o tempo, tornou-se uma tradição e se consolidou, para o orgulho dos seus moradores. Mas esta pesquisa demonstra que nem todos os pioneiros eram alemães. Como a pesquisa foi limitada por falta de mais fontes, as informações servem apenas como subsídios e não pretende ser conclusiva.  Para ampliar a biografia dos pioneiros, é necessário que haja mais pesquisas em outras fontes.  Segundo Stulzer, (1981, p. 117): A “Colônia São Bernardo”, antiga denominação de Marcilio Dias, foi iniciada por Bernardo e Maria Olsen “especialmente para alemães, numa área de 790 alqueires”. Não foi muito fácil criar a colônia e o casal enfrentou algumas dificuldades iniciais. No ano de 1913, quando a ferrovia foi inaugurada, o projeto de colonização foi prejudicado pela Guerra do Contestado que se acirrou no final desse ano. Em meados de 1914, iniciou a primeira guerra mundial, cessando a imigração europeia para o Brasil. A estação ferroviária estava localizada em território contestado, sujeito a ataques dos sertanejos, portanto uma área sem segurança até 1916. Santa Catarina só tomou posse dessas terras a partir de 03 de agosto de 1917, quando então a colonização foi autorizada. O casal Olsen não conseguiu vender os lotes apenas para alemães conforme a proposta inicial citada por Stulzer, mas teve que se contentar em vendê-los para colonos que falava alemão, os povos germânicos vizinhos da Alemanha, ou para os denominados teuto-brasileiros, isto é descendente de alemães, mas nascidos no Brasil.

Para se entender o contexto é importante salientar que a Alemanha somente foi unificada em 1871, quando a Prússia reuniu um conjunto de mais de 30 reinos e principados independentes, formando o Reino Alemão. Para identificar a procedência da maioria dos fundadores da Colônia São Bernardo, hoje Marcilio Dias, buscou-se sua origem antes da chegada ao Brasil. A fonte para essa pesquisa foi o livro “Os Pioneiros”, em dois volumes editados pelo Arquivo Histórico de Joinville/UNIVILLE, onde constam os registros de entrada dos imigrantes de 1851 a 1881, ancestrais da maioria dos teuto-brasileiros, fundadores da Colônia São Bernardo. O livro confirma que até  1871 não veio imigrante alemão do reino para o Brasil,  por não existir Alemanha. A  partir de 1871, o chanceler Bismark, necessitando de mão de obra para a construção do Novo Império, ameaçou com a perda de cidadania quem emigrasse. A emigração de alemães do reino somente foi autorizada em 1897, com a criação da Sociedade Colonizadora Hanseática, mas foi interrompida pela primeira grande guerra em 1914.

Para identificar os primeiros colonos que compraram lotes do casal Olsen, foi realizada uma pesquisa no Cartório de Registro de Imóveis de Canoinhas. Talvez muitos lotes tenham sido vendidos anteriormente, mas somente foram escriturados a partir de março de 1919.

Dentre os primeiros colonos havia descendentes de austríacos, suíços, noruegueses, tchecos e oriundos de pequenos reinos e principados que se uniram a Prússia em 1871 para formar a Alemanha moderna. A língua predominante na Colônia São Bernardo era o alemão, mas no interior dos lares, as famílias falavam o idioma bávaro ou o pomerano.

Os próprios iniciadores da Colônia São Bernardo não eram alemães.  O pai de Bernardo Olsen, Gjert Olsen era norueguês e veio para Joinville no Barco Colon, que trouxe os primeiros imigrantes  em 1851. Apesar de já ser casado deixou a mulher e os filhos na Noruega e, casou-se com a suíça Ana Fischer.

Bernardo Olsen nasceu em Joinville e casou-se com Maria Ritzmann, filha de Jacob Ritzmann, que nasceu na Província de Schafausen na Suíça, chegando a Joinville em julho de 1851. Entre os primeiros proprietários dos lotes vendidos pelo casal Bernardo e Maria Olsen encontraram-se famílias de várias procedências:


Germano Fischer: Os pioneiros dessa família chegaram a Joinville em 1852, originários de Herblingen, na Suíça. Mais tarde em 1876 vieram outras famílias da Boêmia, na República Tcheca.

Rodolfo Schroeder: A primeira família chegou a Joinville em 1852, mas logo chegaram família com o mesmo sobrenome, de três países diferentes: Áustria, Prússia e Boêmia na Republica Tcheca.

Emilio Fallgater: O primeiro com esse sobrenome chegaram a Joinville em 30 de setembro de 1854, procedente de Schen-Altenburg, um ducado que somente foi incorporado à Alemanha em 1871.

Teodoro Heyden: O imigrante com esse sobrenome veio para Joinville em 18/07/1879 procedente da Pomerânia, que nessa época já fazia parte do Reino Alemão. Em 20 de outubro de 1856 chegou a Joinville, o primeiro imigrante com esse sobrenome, mas com a grafia Heiden, procedente da Prússia.

Henrique Maros: Emigrou de Joinville para a Colônia São Bernardo. Membro da mesma família veio da Boêmia, em 20 de julho de 1876, para radicar-se em São Bento. Em Marcilio Dias encontramos sobrenome Marros, talvez seja erro de grafia ou não sejam do mesmo tronco, pois não se encontrou  pioneiro com   com esse nome, no período analisado.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                               
Reynaldo Endler: Os pioneiros vieram da Boêmia, República Tcheca e chegaram a Joinville em 20 de junho de 1876. Subiram a Serra do Mar e se radicaram em São Bento, de onde migraram para a Colônia São Bernardo.
 
Catharina Wiese: Os Wiese Chegaram a Joinville em 23 de novembro de 1876 e residiam na Silésia, já incorporada à Alemanha.

Gustavo Hatschbach: Os pioneiros vieram da Boêmia e chegaram a Joinville em 01 de junho de 1873.

Carlos Groth: A família era originária de Holstein, já integrada à Alemanha e chegaram a Joinville em 02 de junho de 1881. Residia em Corupá antes de se mudar para a Colônia São Bernardo.

Alberto Voigt: Chegou a Joinville em 13 de Janeiros de 1858, uma família originária de Gosta, na Prússia. Outra família com o mesmo sobrenome veio da Pomerânia em 21 de julho de 1879, já integrada à Alemanha. Alberto antes de emigrar para a Colônia São Bernardo residia em Joinville.

Germano Klaumann: A família Klaumann foi pioneira em São Bento, e era originária da Prússia.  Um membro da família, Rodolfo Klaumann, mantinha o serviço de diligência entre São Bento e Rio Negro, transportando passageiros e malas do correio. Na sua biografia consta que ele foi soldados na guerra Franco-Prussiana em 1870/71.

Raimundo Wohl: A família é procedente da Boêmia, na Republica Tcheca e os primeiros imigrantes chegaram a São Bento no ano de 1877.

João Jantsch: Sua família veio da Boêmia na Republica Tcheca em 20 de julho de 1876, para São Bento. Antes de residir em Marcilio Dias era comerciante em Rio Vermelho, no interior desse município.

Francisco Stoeberl, sua família chegou da Boêmia, Republica Tcheca em 1874. Residia em Joinville antes de se transferir para a Colônia São Bernardo.
 

Das famílias pioneiras que compraram lotes do casal Olsen e de outros, na Colônia São Bernardo, escriturados de 1919 a 1922 (período levantado),  constam ainda a de Guilherme Melchert e Francisco Melchert, residiam anteriormente em Joinville. Frederico Wolfer, residia em Rio Fortuna – SC. José Hübl, Cristiano Todt, Henrique Goestmeier e Francisco Goestmeier, também residiam em Joinville. Pedro Francisco Prim, Estephano Stekle, e João Fedalto, não se encontrou o local de residência dessas famílias antes de migrar para a Colônia São Bernardo, e nem o país de procedência, nos documentos pesquisados.
 
Com o desenvolvimento da Colônia, novos colonos foram adquirindo terras e se juntando ao grupo de pioneiros:

Frederico Wolter: Sua família era procedente da Prússia e chegaram a Joinville em dezembro de 1865, antes da unificação da Alemanha.

Gustavo Weber: Sua família era procedente da Suíça e chegou a Joinville em 12 de dezembro de 1851.

João Moeller: Sua família é procedente de Hamburgo na Prússia e chegou a Joinville em 24 de junho de 1859, antes da unificação da Alemanha. João Moeller residiu em Joinville, foi professor da Escola da Sociedade Escolar São Bernardo.

Germano Raabe: Sua família era originária da Prússia e chegou a Joinville em 21 de outubro de 1857. Em 1877 veio uma família da Boêmia, mas a grafia era Raab. Germano emigrou de Joinville para a Colônia São Bernardo.

Francisco Soetbeer: A família era originária de Hamburgo na Prússia e chegou a Joinville em 03 de junho de 1854, antes da unificação da Alemanha. .

Carlos Pscheidt: A família era originária da Boêmia, na Republica Tcheca e veio para Joinville em 10 de junho de 1876. Alguns membros se radicaram em Rio Negro e outros em São Bento.  

Frederico Noernberg: A família era originária da Prússia e chegaram a Joinville em 30 de junho de 1867, antes da unificação da Alemanha. Casado com Anna Noernberg,  veio com a família de Joinville, para a Colônia São Bernardo.

Francisco Möbius: A família é originária da Saxônia, que chegou a Joinville em 31 de agosto de 1868, antes da unificação da Alemanha. Francisco era natural de Hansa, atual Corupá.

Viúva Jacobi: A família é originária de Hamburgo, na Prússia e chegou a Joinville em 20 de maio de 1852.

João Reese: A família e procedente da Prússia e chegou a Joinville no ano de 1851.

Adolfo Dietrich: A família veio para o Brasil, procedente da Prússia, em 22 de junho de 1857. Radicado em Rio Negro, se tornou agente da estação ferroviária da Marcilio Dias.

Bernardo Metzger: A primeira família chegou a Joinville em 19 de julho de 1852, originária da Suíça. Membros dessa família se radicaram em Blumenau.

 
Outros sobrenomes que se integraram aos pioneiros e constituíram a base das famílias germânicas de Marcilio Dias:

Koehler: A família veio da Saxônia e chegou a Joinville em 20 de julho de 1855. Outra família com a grafia Köhler veio da Boêmia em 20 de outubro de 1855. Max Koehler, antes de emigrar para a Colônia São Bernardo, residia em São Bento do Sul.

Priebe: A família era procedente da Pomerania, já incorporada à Alemanha e chegou a Joinville em 11 de abril de 1874. Fixou residência em São Bento de onde migraram para a Colônia São Bernardo.

Mühlbauer: A família chegou a Joinville em 11 de junho de 1876, de Flecken na Boêmia, Republica Tcheca. Subiram a Serra do Mar para residir em São Bento.

Zimmermann: A família chegou a Joinville em 20 de junho de 1876, procedente da Boêmia, na Republica Tcheca.

Gassner: A família é procedente da Boêmia, e chegou a Joinville em 22 de abril de 1877, vindo em seguida para São Bento.

Radatz: A família era numerosa e chegou a Joinville, procedente da Prússia no ano de 1859, antes da unificação da Alemanha. .

Mewes: Uma família chegou a Joinville procedente da Prússia em sete de outubro de 1878, pertencente ao reino Alemão. Uma outra família com a grafia Mews, chegou em Joinville em 20 de maio de 1879, procedente da Pomerânia, já integrada à Alemanha.

Linsmeyer: A família chegou a Joinville em 19 de junho de 1877, procedente da Boêmia. No mesmo ano chegou outra família, com a grafia Linzmeyer, também procedente da Boêmia.

Pirmann: A família do comerciante João Felippe Pirmann,  veio de Viena capital da Áustria,  em 1889, para Jaraguá do Sul. Antes de instalar sua casa comercial, João F. Pirmann trabalhou na serraria de Francisco Waldemiro Olsen, no interior de Canoinhas.


Pela pesquisa acima, confirma-se que os pioneiros da Colônia São Bernardo,  em sua maioria não vieram da Alemanha, mas de reinos e principados formados por povos que no passado integravam o Sacro Império Romano Germânico. Para definir a origem europeia das famílias, é importante a participação dos descendentes, confirmando ou refutando os dados acima.  Como ainda não há uma pesquisa conclusiva, optou-se por chamar Marcilio Dias de “uma colônia de descendentes germânicos”. Mas esta é uma afirmação com parcialidade,  pois a principal obra em Marcilio Dias no início do século XX era a estrada de ferro, que foi construída e funcionou durante muitos anos, graças aos trabalhadores em sua maioria  nacionais e  os descendentes de poloneses e ucranianos.

 Texto de Antonio Dias Mafra.

8. BERNARD OLSEN


         Com a inauguração da ferrovia em 1913, muitos empresários resolveram investir ao redor das estações em busca de lucros com a venda de lotes coloniais, erva-mate e madeira. Bernard, nacionalizado para Bernardo Olsen, já realizava negócios com erva-mate em Canoinhas, desde 1909. Ele conhecia bem o potencial econômico da região. Após o término da Guerra do Contestado, adquiriu ao redor da Estação Canoinhas da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, uma área de 790 alqueires e iniciou a Colônia São Bernardo. Mais tarde ampliou seu patrimônio adquirindo grandes áreas de terras em Taunay e Major Vieira.  
          Filho de Gjert Olsen, um dos primeiros noruegueses que chegou a Joinville em 1851, e casou-se com a imigrante suíça Anna Fischer. Bernardo nasceu em Joinville em 18 de fevereiro de 1862. Desde muito cedo iniciou com a atividade comercial negociando cavalos e gado. (Joinville, os Pioneiros, pg. 51). Casou-se com Maria Ritzmann, descendente de suíços e no ano de 1890. Bernardo Olsen, registrou na localidade de Lençol, município de São Bento do Sul, um açougue. Envolveu-se na política e se tornou intendente da Câmara municipal de São Bento, cargo este correspondente ao de vereador, para o período de 06/03/1893 a 22/06/1894. Foi nomeado pela junta Governativa do Estado de Santa Catarina, tomando posse para um segundo período em 27/06/1894.

            A partir de 1895 os intendentes passam a se chamar conselheiros, sendo responsáveis pela administração Municipal. Bernardo Olsen é eleito conselheiro e toma posse em 16/04/1895.
A partir dessa data se afasta da atividade política, só retornando à Câmara mais tarde, quando tomou posse em 01/01/1915, para o período de 1915/1918. Apesar de ainda estar residindo em São Bento, já estava envolvido com negócios de terras na estação Canoinhas da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande.
Cel. Bernard Olsen
                              
            EMPRESÁRIO EM SÃO BENTO E EM RIO NEGRINHO:
No ano de 1903 ampliou suas atividades, registrando um estabelecimento especializado no comércio da erva-mate em Lençol, cuja razão social era Olsen & Ritzmann. Foi pioneiro em comercializar a erva-mate de Canoinhas pelo porto de São Francisco do Sul. Em 27/10/1908 se associou a Carlos Urban e a Guilherme Bollmann, para impressão do jornal bilíngüe Volks Zeitung, do qual era redator com notícias da localidade de Lençol. Pelas suas atividades econômicas e seu poder político regional, era chamado em São Bento pelos seus adversários políticos de coronel Bernardo Olsen. Em 1909 Aleixo Gonçalves de Lima, um dos líderes sertanejos do Contestado e um grupo de colonos de São Bento, atacou o posto fiscal paranaense do Rio Preto. Bernard em seu jornal elogiou a ação de Aleixo. O Paraná retomou e reforçou esse posto e em represália prendeu 20 carroças de Bernardo Olsen, carregadas de erva-mate vindas de Canoinhas, sob acusação de contrabando do produto originário da área contestada.
Empresário de grande visão, diversificou seus investimentos, em diversos setores. Ficker, (1965, p. 434) traz a seguinte informação:
“Com um capital de 85 contos de réis, fundou-se (em 1910) a “Empresa Ferro-Carril Joinvilense” sendo sócios os Srs. Gustavo Grossenbacher, Adolf Trinks, Luiz Ritzmann e Bernardo Olsen”.Importados da Europa, vieram os primeiros petrechos já em maio de 1910, inclusive 4 500 metros de trilhos, 8 bondes a tração animal, para passageiros (cada carro continha 6 bancos com lotação de 16 pessoas e um carroceiro), e mais 8 carros para carga. Inaugurou-se a primeira linha de Bondes na presença de autoridades, empresários e grande massa popular. Era o dia 29 de janeiro de 1911, um marco histórico na vida de Joinville. Constituiu um dos aspectos mais curiosos e pitorescos a longa fila dos bondinhos percorrendo as ruas dotadas de trilhos, vistosamente enfeitados e decorados com flores e bandeiras, conduzindo a banda de música e convidados. O público que assistiu das ruas e suas casas à passagem do cortejo de bondes, ficou sob a mais alegre impressão”.
Nos primeiro tempos, os bondes rodavam repletos de passageiros e mercadorias, dando um bom lucro aos proprietários, mas com o passar do tempo os bondes deixaram de ser novidade e os horários tiveram que ser mais espaçados, reduzindo o lucro. Com a chegada dos automóveis, os trilhos, numa extensão de 7 quilômetros, forram arrancados e em 10 de abril de 1917 o tráfego a bonde foi paralisado em Joinville.
Apesar de já estar com empreendimentos econômicos em Rio Negrinho e em Canoinhas, continuou residindo em Lençol, no município de São Bento. Em 1917, registrou em Lençol um estabelecimento comercial de 2a ordem, com venda de bebidas. Na localidade de Estrada do Lago, abriu um comércio com venda de munição. Na localidade de Ponte dos Vieira abriu um comércio com venda de drogas.
No ano de 1918 continuou com seu comércio em Lençol e na Estrada do Lago, e fechou o da Ponte dos Vieira.
Em 1918 registrou em Rio Negrinho, uma casa de comércio de 2a. ordem, com venda de bebidas e comida feita (restaurante). Em 1919 continuou com comércio em Rio Negrinho, Campo de Lençol e Lençol.
Em 1920 encontra-se registrada em seu nome, uma casa de comércio em Rio Negrinho. Era um estabelecimento comercial de 2a. ordem, com bebidas e munições (sem restaurante) e ainda mantinha o comércio em Lençol, município de São Bento do Sul.
Sobre Bernardo Olsen, Kormann,(1980,p.66), assim se refere:
            “O Sr. Bernardo Olsen, comerciante e açougueiro em Lençol, pessoa dinâmica e próspera, adquiriu no raiar do século XX uma enorme gleba de terra da Família Cardoso, as terras desta Família então ainda perfaziam um vasto latifúndio por entre o Rio dos Bugres, o Rio Preto, a Estrada Dona Francisca e nesta direção até os atuais limites do Município. Consta que ao fecharem negócio a Família Cardoso, além das dívidas que ficavam saldadas na loja do Sr. Bernardo Olsen, apenas reouve um saco de farinha e o terreno todo estava pago.        
  Parte deste enorme terreno que Bernardo Olsen comprara da Família Cardoso, ficara para seu irmão Adolfo Olsen, cujos filhos, em parte ainda hoje o possuem e exploram.
O Sr. Bernardo Olsen que ficara com outra parte, abriu no espigão, divisor das águas, uma estrada, loteou e vendeu essas terras a filhos de colonos de São Bento que necessitavam de novas propriedades e formou a Colônia Olsen, ou seja, São Pedro, como é comumente chamada pelo nome de seu patrono. Nesta Colônia o Sr. Bernardo Olsen não se esqueceu de doar um lote colonial para a construção da Igreja, Escola e Cemitério.
Pelos registros consultados no Arquivo Histórico de São Bento do Sul, somente por volta de 1920, é que ele foi residir em Marcilio Dias, acompanhado de sua esposa Maria e seus filhos Francisco Waldemiro, Wiegando, Elfriede, Luiza, Emílio Líbero e Rodolpho. Deixou em Rio Negrinho cuidando dos seus negócios, além do Irmão Georg Joahannes Adolf, ou Adolfo Olsen, como era conhecido e seu filho Luís Bernardo.
Na Colônia São Bernardo, estação de Canoinhas, instalou um comércio de secos e molhados e depósito de erva-mate, ao lado norte da atual casa da família Olsen.
Em 1919 inaugurou o serviço de lancha pelo rio Canoinhas, transportando erva-mate de Major Vieira, até o porto de Marcilio Dias, localizado um pouco abaixo da ponte metálica da estrada de ferro e já dentro do pátio da serraria Wiegando Olsen. Do porto do rio Canoinhas, a erva-mate era transportada até a estação ferroviária, para ser despachada para Joinville ou Curitiba pela ferrovia. Vendendo terras, exportando erva-mate e beneficiando a madeira, ampliou sua fortuna e se tornou o mais importante líder da Colônia São Bernardo, com participação política na Câmara de Canoinhas. 
Ao fazer um pequeno histórico da maior serraria que existiu em Marcilio Dias, a Wiegando Olsen S.A., Koslow, (1983, p.3) informa:
“Por volta de 1914, chegava a Marcilio Dias, município de Canoinhas, a inconfundível figura de Bernardo Olsen, e já em 1926, precisamente a 25 de março uma chaminé e o ruído característico de uma pequeno quadro de serrar, assinalavam o início das atividades industriais da Wiegando Olsen S.A. no município."
 
No mausoléu da família em Marcilio Dias, próximo ao túmulo do casal Bernardo e Maria Olsen, estão sepultados os filhos: Luiza Olsen Trinks, e seu esposo Paulo Guilherme Trinks; Emílio Olsen, Francisco Waldemiro Olsen; Há ainda um túmulo sem identificação, cujos dados foram extraídos, por um ato de vandalismo. Nesta foto do autor, os rostos em bronze do casal Olsen ainda estavam fixados no túmulo.
Consultas:
KOSLOW, Mario. TCC sobre a Empresa Wiegando Olsen S.A. Canoinhas: UnC, 1983, p.3.
FICKER, Carlos. Historia de Joinville.  Joinville: Impressora Ipiranga, 1965, p. 434.
Arquivo Histórico de São Bento do Sul. Pesquisas do autor.
KORMANN, José. Rio Negrinho que eu conheci. Rio Negrinho: Ed. Do autor. 1980.
 Texto do Professor Antonio Dias Mafra.

       

7 – A NAVEGAÇÃO POR MARCILIO DIAS, PELO RIO CANOINHAS.


            Canoinhas e região tiveram o seu desenvolvimento dependente de duas importantes redes de transportes, a dos tropeiros que transportavam mercadorias e erva-mate pelo interior e do caminho por onde navegavam canoas e pequenas embarcações, o rio Canoinhas e seus pequenos afluentes. Pelo rio chegou à região em 1882, o Coronel Jaques Euriques, a serviço do governo do Paraná. Veio buscar subsídios para o governo daquela Província, que estava disputando esta área com Santa Catarina, na questão do Contestado. No seu relatório não registrou a presença de colonos e nem indícios de povoamento. Descreveu a riqueza da fauna e da flora e registrou a presenças de índios nas margens do rio. Este relatório deve ter motivado o governo do Paraná a enviar colonos nacionais para a região, pois se o governo de Santa Catarina, até aquele momento não havia ocupado a região, era uma demonstração clara de falta de interesse. Como se tratava de um agente do Paraná, o relatório pode ter sido alterado de propósito, com o objetivo de provar que a área estava liberada para aquela Província realizar a sua ocupação. Por esse motivo, apesar dos poucos documentos da época, os estudos sobre a presença de moradores em Marcilio Dias antes de 1882 não é conclusivo. Pesquisas minuciosas em outras fontes poderão levantar fatos e dados novos.                                        No final do século XIX o Rio Negro, Iguaçu e respectivos afluentes, já eram sulcados por embarcações que realizavam o comércio entre as cidades de União da Vitória, Porto Amazonas e Rio Negro. Mesmo sendo a região uma área contestada, empresas e capitalistas catarinenses e paranaenses demonstraram interesse pela riqueza da região principalmente a erva-mate.                                                                                         Em abril de 1874, pelo Decreto n. 24, da Assembléia Legislativa da Província de Santa Catarina, foi concedido o privilégio exclusivo por 20 anos, a Manoel Gonsalves da Rosa, para organizar a navegação a vapor dos rios Negro e Iguaçu, na divisa com a Província do Paraná.                                                                                                                            O negócio era rendoso, e levou o empresário paranaense Coronel Amazonas Marcondes a introduzir o serviço de navegação a vapor, a partir de União da Vitória com ponto terminal na cidade de Rio Negro e outro ponto nas proximidades de Curitiba (atual Porto Amazonas). A navegação pelo rio Iguaçu, Negro e seus afluentes, foi comemorada pela população dos portos ribeirinhos conforme Almeida, (1966, p 53), [...] “4 de fevereiro de 1883 é data memorável na história de Rio Negro. Nesse dia chega a então Vila o Vapor “Cruzeiro”, navegando desde o rio Iguaçu e ligando assim, Rio Negro e toda a zona ribeirinha dos rios Iguaçu, Negro, Potinga e Canoinhas. Por muitos anos foi essa via de comunicação usada para o transporte de cargas e passageiros, na zona”                                Se o barco a vapor percorria os rios acima descritos, transportando cargas e passageiros, temos então as seguintes questões: ou o Paraná, com base no relatório do Coronel Jaques, deslocou grande quantidade de colonos para a região, ou o relatório de 1882 não era verdadeiro e visava apenas beneficiar os empresários do Paraná, que podiam continuar extraindo erva-mate, em terras devolutas.                                                                           Empresários e o governo do Paraná, não viam com bons olhos o deslocamento de mercadorias para o porto de São Francisco do Sul. Em Rio Negro no lado norte, e na atual cidade de Mafra, no lado sul, existiam dois portos, um em cada lado do rio, para atracamento de pequenas embarcações. Os produtos eram transportados desses portos em carroções, pela Estrada Dona Francisca, concluída em 1892, para o porto de São Francisco do Sul.  No trecho Mafra a São Bento do Sul, a antiga Estrada Dona Francisca é denominada de rodovia BR.280. De São Bento do Sul, até Joinville, o trecho é mantido pelo Estado de Santa Catarina, a rodovia SC 301.                                                                                 Da Colônia Dona Francisca, atual Joinville, vinham produtos que eram conduzidos para o interior dos dois estados, pelos rios, para abastecer os comerciantes.                               A disputa pela erva-mate, a construção da Estrada Dona Francisca e a navegação fluvial, por rios considerados paranaenses, acirrou a questão do Contestado na região. O governo do Paraná tomou medidas enérgicas e a prisão do Vapor Minuano, foi assim descrita por Almeida, (1966): "Em 1896 a Empresa de Navegação mantida por Procópio Gomes de Oliveira, de Joinville, que fazia o tráfico fluvial entre o rio Iguaçu e o Rio Negro, que já havia sido interditado pelo governo do Paraná, foi apreendido com força armada o vapor Minuano, e as lanchas que fazem a navegação subvencionada pelo Governo de Santa Catarina. A apreensão das embarcações foi efetuada pela Intendência de Rio Negro, a mando do Governador do Paraná”.                                                                                   
            A atitude do governo paranaense visava coibir o transporte da erva-mate produzida ao longo dos rios: Negro, Canoinhas, Iguaçu, Potinga, Paciência e outros e conduzida para os portos da cidade de Rio Negro, com destino a Joinville, onde se concluía o processo de beneficiamento para posterior exportação. O Paraná considerava que o rio Negro e Iguaçu corriam dentro de seu território e que estava havendo contrabando de erva-mate por parte de Santa Catarina. Em 1919 com o fim da questão do Contestado, o coronel Bernardo Olsen inaugurou a barca Elfrida, para transportar erva-mate de Major Vieira para seu porto particular em Marcilio Dias. Em 1915 vários empresários paranaenses se uniram e criaram o Lloyd Paranaense, uma empresa de barcos que navegavam pelos rios Iguaçu, Negro e afluentes. O transporte fluvial era mais lento que o ferroviário, mas era muito mais barato e atendia a população ribeirinha até o ano de 1953, quando a navegação fluvial foi desativada. O Lloyd fazia o trajeto de Porto Amazonas a Rio Negro, navegando também pelos seus afluentes. Os principais portos a partir de Porto Amazonas: Cerquinha, Canta Galo, Palmira, Rancho da Taboa, São João, Mato Queimado, Canoeiro, Porto Feliz, Imbuial, Água Branca, Volta Grande, São Mateus do Sul, Roseira, Lagoa do Norte, Fluviópolis, Vera Guarani, Valões, Jararaca, Poço Preto, Estácios, União da Vitoria, Vila Zulmira, Porto da Cruz (Timbó), Vila Nova do Timbó, Porto Simplício, Emboque, Porto Soares, Queimados, Porto Ribeiros, Marcilio Dias, Canoinhas, Salseiro, Salto Canoinhas, Três Barras, Porto das Pedras, Rio Negro. Conforme o roteiro do Lloyd, havia quatro portos no rio Canoinhas. O de Marcilio Dias, localizava-se ao sul do estádio de futebol do São Bernardo, no local chamado de porto do Kreiss.
 
Barco Elfrida, de propriedade de Bernardo Olsen, na sua viagem inaugural do porto do Salto Canoinhas em Major Vieira, para o porto de Marcilio Dias, no ano de 1919. Este porto localizava-se nos fundos da serraria da família .


 
Embarcação do Lloyd Paranaense que navegou pelo rio Canoinhas, com porto de parada em Marcilio Dias. (Porto do Kreiss)

Consultas:

ALMEIDA, Raul de. História de Rio Negro. Curitiba. Impressora Paranaense, 1966.

DA SILVA, Osmar Romão. Canoinhas – notícia estatístico-descritiva. Florianópolis: 

      Dep. Estadual de Estatística, 1941.

LEMOS, Zélia de Andrade. Curitibanos na História do Contestado. Florianópolis: Ed

     Governo do Estado de SC, 1977

EHLKE, Cyro. A conquista do Planalto Catarinense. Rio de Janeiro. Ed. Laudes, 1973

Canoinhas, Manuscritos Avulsos, Assembléia Legislativa de SC, 200l, p. 9

 
Pesquisa de Antonio Dias Mafra, Professor e Coordenador do Curso de História da UnC de Mafra.