| Confraternização realizada na sede da UnC de Marcílio Dias. |
Povoado mais antigo de Canoinhas, foi colonizado por alemães. Nele ainda nota-se a presença de arquitetura em madeira e no estilo enxaimel. Era conhecido como a Capital da Manteiga, em função da produção de manteiga e derivados do leite por vários proprietários que possuiam rebanhos bovinos da raça holandesa.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
6. A ERVA-MATE – RIQUEZA REGIONAL
A erva-mate (Ilex paraguariensis St. Hil) tem sua
ocorrência natural restrita a quatro países: Brasil, Paraguai, Uruguai e
Argentina. No Brasil está dispersa pelos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio
Grande do Sul e uma pequena parte do Mato Grosso do Sul e em São Paulo. A
erva-mate é nativa em uma área 450 000 m2, o que equivale a 5% do território
nacional.
Os padres Jesuítas espanhóis ao reunirem os índios nas
missões, tentaram suprimir a erva-mate da dieta diária, chamando-a de erva do
diabo. Como os índios recusaram abandonar o hábito de consumir erva-mate, os
padres resolveram controlar a sua produção e aperfeiçoaram as técnicas de
plantio e de preparação. Por longos anos os padres controlaram a produção e o
comércio do mate.
Com a expulsão dos Padres Jesuítas da América, o
comércio da erva-mate passou a ser controlado pelo Paraguai. O monopólio paraguaio e a política de preços
altos desagradou os argentinos que produziam pouca erva, mas eram grandes
consumidores, e dependiam da importação do produto. Um grande empresário
argentino, Alzagaray, no ano de 1810 instalou em Morretes no Paraná, um engenho
para fabricação da erva-mate no modo paraguaio, para exportação. Em poucos anos
o Paraná se tornou o maior exportador de erva-mate do Brasil. No ano de 1853,
ano da criação da província, o Paraná contava com 90 engenhos. Grande parte da
erva usada como matéria prima pelo Paraná, era extraída de Santa Catarina, ao
sul do rio negro, pelos rios Canoinhas, Paciência, Timbó e Negro e Iguaçu.
Santa Catarina somente participou da riqueza do mate a
partir da abertura da Estrada Dona Francisca, ligando Joinville a Rio Negro e
com a colonização de São Bento em 1873. Em
Joinville foi fundada a Cia. Industrial Catarinense, que se tornou a maior
fábrica de erva-mate de Santa Catarina e instalou filiais em São Bento e Rio
Negro.
A abundância de ervais nativos em Canoinhas atraiu
muitos aventureiros em busca do ouro verde, entre eles Francisco de Paula
Pereira e o descendente de noruegueses Bernardo Olsen.
A excepcional localização de Canoinhas, com suas vias
de comunicação fluvial, a estrada de ferro, a grande serraria Lumber em Três
Barras, a terra fértil para agricultura e ricos ervais, atraiu grande
quantidade de imigrantes, colonos, comerciantes e artesões.
Terminada a guerra do Contestado em 1916 e com a
tomada de posse por Santa Catarina do território ao sul do rio Negro e Iguaçu,
o coronel Bernardo Olsen abriu uma colônia agrícola para colonos teuto-brasileiros.
Para isso adquiriu uma área de 790 alqueires, onde está localizada a estação
ferroviária e confinando com as terras da Câmara de Canoinhas. Estava fundada a
Colônia São Bernardo, centro produtor de produtos agrícolas para subsistência e
exportação. Além do comércio de lotes coloniais o casal Bernardo e Maria Olsen
se dedicava ao comércio da erva-mate.
Ervais como o da foto encontrava-se em toda a região do planalto
de Santa Catarina, com grandes concentrações às margens do rios Canoinhas,
Paciência, Negro e Iguaçu.
sábado, 15 de dezembro de 2012
"Natal das Estrelas"
| Evento sendo organizado. |
| Alunos e convidados aguardando o início das apresentações. |
| Alunos da Escola Manoel da Silva Quadros com a professora Raquel. |
| Alunos do CEI Mário Edson de Aguiar. |
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| Aluna Emily Caroline que recitou uma poesia. |
| Coral da Igreja Luterana, que cantou em alemão. |
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| Professor Júlio Cesar e aluna Amanda apresentando a programação. |
| Horst Seidel, professor Julio Cesar, Amanda, Valeska e dona Hildegard Thim, responsável pelo coral da Igreja Luterana. |
| Valeska cantando. Foto de Fábio Rodrigues. |
| Margareth Alegri que cantou com os alunos e Sílvia Pangratz que cantou "Nossa Senhora" emocionando o público presente. |
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| Foto de Fábio Rodrigues. |
| Final das apresentações com a música "Amigos para sempre", foguetes e chuva de papel picado. |
| Papai Noel entregando doces para a criançada. |
| Presépio no interior da igreja feito por Jairo Auerbach. |
Evento organizado pela Escola Professor Manoel da Silva Quadros e auxiliado pela Comissão da Igreja Católica. Professoras responsáveis: Maria de Fátima N. dos Santos e Marilde Salomon Ruppel .Outras professoras auxiliaram: Raquel, Rosane, Erli, Rejane, Viviane, Eliane, Lucimara, Kelly, diretora Siomara e Assessor Gaspar e o professor Julio Cesar. Agradecemos as pessoas que doaram os doces que foram distribuídos para as crianças e a APP da Escola Manoel por patrocinar o som e, também a todas as pessoas que ajudaram na decoração da igreja, Marilete, Valdeci, Ieda, Dotzi, Marlene, Cristiane, Kéia e outros voluntários. Que Deus, na sua infinita bondade, lhes dê, multiplicado por mil toda essa ajuda. Obrigado também a talentosa professora Margareth Alegri, que tão gentilmente, aceitou nosso convite para cantar nesta Marcílio Dias, que também é sua terra querida.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
sábado, 8 de dezembro de 2012
5- FRANCISCO DE PAULA PEREIRA ATRAVESSA O TERRITÓRIO DE MARCILIO DIAS
Em 1856 o engenheiro alemão Augusto
Wunderwald demarcou as terras do Planalto Norte de Santa Catarina para a Cia.
Colonizadora de Hamburgo, que a partir de Joinville, pretendia expandir a
colonização alemã para o Planalto. Nessa fase não encontrou pessoas residentes
na região de São Bento, pelo menos é o que consta em seus relatórios. Quatro
anos mais tarde quando foi realizada nova demarcação, estavam residindo na área
várias famílias de paranaenses, com título de terra expedido pelo governo do
Paraná. Um desses moradores era Francisco de Paula Pereira, proprietário de um
lote entre as localidades de Mato Preto e Lençol. Após gestões entre
autoridades de Santa Catarina e Paraná, esse governo providenciou terras para
transferir os colonos para as margens ao norte do Rio Negro. Algumas famílias
resolveram permanecer ao sul, dentre elas a de Francisco de Paula Pereira.
Muito auxiliou os primeiros
imigrantes e participou ativamente da política local, pois os imigrantes em sua
maioria não dominavam a língua nacional e por serem pessoas de origem humilde
na Europa, não tinham conhecimento do funcionamento da estrutura político e administrativa
das comunidades brasileiras. Coube aos colonos nacionais tomar frente da
administração pública local. Com a criação do Distrito de Paz de São Bento, em
27 de setembro de 1878 (FICKER, 1973, p. 138), iniciaram as eleições para
Juízes de Paz.
Na
segunda eleição para juiz de Paz, em 1880, um dos quatro juízes escolhidos, foi
Francisco de Paula Pereira. Em 1882, na terceira eleição para Juízes de Paz,
novamente Francisco de Paula Pereira foi eleito. Com a transformação da Vila de
São Bento em Município, em 21/05/1883, a eleição para a Câmara Municipal, no dia
28 de outubro, foi presidida por Francisco de Paula Pereira. Devido a grande
abstenção dos eleitores foi marcado um segundo escrutínio em 24 de dezembro de
1883, onde não consta mais a presença de Francisco de Paula Pereira.
Sabe-se
que continuou morando em São Bento, pois em 26 de janeiro de 1887, assinou o
manifesto Republicano e filiou-se ao Partido Federalista Brasileiro, fazendo
oposição ao grande líder germanófilo, Dr. Philippe Maria Wolff. Nesse momento o
clima político entre imigrantes e brasileiros era de animosidade, pois os
nacionais mantinham muito contato com os tropeiros rio-grandenses, federalistas,
partidários de uma maior autonomia para as Províncias brasileiras, e os
imigrantes estavam ainda muito vinculados à monarquia ou ao partido republicano.
Na revista do Instituto Histórico e
Geográfico (n. 8, p. 16) encontramos a seguinte referência:
Segundo Silva, (1941. p.18) com
Francisco de Paula Pereira, além dos primeiros já citados, vieram se juntar
ainda, novos povoadores como Manoel Ferreira de Lima, José Romão Nogueira,
Manoel Graví. Na mesma ocasião, instalou-se no povoado o primeiro comerciante:
Gustavo Waechter. Outros moradores que vieram se juntar Eugenio de Souza, Wolf,
Roberto Ehlke, João Vicente Ferreira, Vitorino Bacelar, João S. Matoso, Major
Tomaz Vieira e Estanislau Schumann.
Não foram encontradas informações
sobre se algum companheiro de Paula Pereira fixou residência em Marcílio Dias.
OS
PRIMEIROS HABITANTES DE MARCILIO DIAS E REGIÃO
Além
do engenheiro e dos tucos que demarcaram e construíram a estrada de ferro no
ano de 1912, também veio o casal Gobbi que montou próximo a estação, hotel com
restaurante, para os trabalhadores graduados. Mas esses não foram os primeiros
a pisarem em território da Marcilio Dias. Residiam nas proximidades de Taunay:
Maria Clara de Oliveira, Miguel Pereira dos Santos e sua esposa Alzira Maria
Vieira, Joaquim Alves dos Santos e João Francisco de Matos. Em território de Marcílio
Dias residiam: Manoel Mendes, Manoel Pereira de Souza, Henrique José Gonçalves,
Lourenço Taborda Ribas e João Miranda. (1)
1) Dados levantados por Antonio Dias Mafra, junto ao Cartório de Reg. de Imóveis de Canoinhas, essas pessoas foram as primeiras a terem terras registradas na abrangência territorial de Marcilio Dias, no ano de 1919.
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