domingo, 19 de setembro de 2021

O milagre de uma restauração - por Adaír Dittrich

              Deslumbramento ao contemplar velhos prédios.

     Doze de setembro marca agora mais um fato histórico para a vila de Marcílio Dias.

     Depois de, por anos, acompanharmos a deterioração do velho restaurante, do armazém e da estação ferroviária tive a emoção de contemplá-los agora a brilhar, novamente como em seus áureos tempos.

     Intensas emoções acompanharam-me.

     Entrar naquele prédio construído por meus Nonnos Pedro e Thereza Gobbi, a grande cozinha, o bar e o café.

     Deslizar pelo espaço que compreendia o grande salão de refeições, a antiga cozinha, o bar e o café.

     Deitar meus braços sobre o velho balcão onde se servia o café com os mais deliciosos pastéis de que se tem notícia.

      Degrau por degrau subir a escada que leva à parte superior e deslumbrar-me com o que de cima  se descortina. naquele instante vi as paisagens do passado.

      Entrar ´pela sala de visitas da estação ferroviária. Não eu não  me lembro de quando morei lá. Mas foi lá que eu nasci.

      Ver e conversar com meus compadres Wando e Jurema. Meu velho amigo ferroviário Wando Sckludarek que lá chegou ostentando seu quepe vermelho de agente de estação e depois o verde de inspetor de estações.

      Ver a felicidade das pessoas de minha vila.

      Ouvir meus sobrinhos a relembrarem sua infância a correr e a brincar em torno de todas aquelas construções.

       Antes eu chorava de tristeza ao ver tudo aquilo abandonado, deteriorando-se dia a dia.

       Ontem chorei de emoção e alegria ao ver a magnificência de um artístico e arquitetônico restauro.

                                          Canoinhas, 13 de setembro de 2021


Adair no interior do restaurante.


Wando Sckludarek com o quepe de Fiscal de
estação


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